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Grupo que dá vida à sustentabilidade.

Não tem mágica, são pessoas trabalhando bem em conjunto.

Imagine o futuro que você quer.

Promova possibilidades positivas.

Cultura local de cuidado.

Movimento em prol de um bairro melhor.

26 abril, 2016

A importância da História do Jardim Sulacap


Uma das coisas mais saudáveis que podemos fazer é proteger a nossa história e nossas memórias. Um dos caminhos para fazer isso é resgatando e divulgado a nossa História Local.
Quando as vozes das testemunhas se dispersam, se apagam, nós ficamos sem guia para percorrer a nossa história mais recente. Fica a história oficial em vez da envolvente trama a nossa frente.

Não é qualquer história para qualquer lugar e comunidade, nem para seguir qualquer direção. É a história do Jardim Sulacap!

É para ajudar a conhecer quem somos, planejar tendo o passado comoo referência, despertar o sentimento de comunidade, sentir que podemos sempre melhorar onde vivemos, sentir que podemos influenciar o contexto a nossa volta, também sentimos que é a coisa certa a fazer.

Metodologia
Quando começamos em 2013, não havia um trabalho de tanto fôlego. O passado agora está devidamente organizado. Nos esforçamos para conhecê-lo. Fugimos das suposições e fantasias que tentam alterar a leitura da realidade. Fomos em busca dos vestígios que pudessem nos colocar em contato com as experiências que já se consumaram ao longo do tempo. 

Para resgatar e sustentar as versões sobre a realidade do bairro ou da região do Jardim Sulacap, foram capturadas memórias de pessoas que viveram ou visitaram a região em diferentes épocas, como a Inês de Paredes e Maria Graham.

Utilizamos fontes históricas confiáveis, como diários, processos inquisitoriais, entrevistas, fotografias, mapas, recortes de jornais e fontes disponíveis na própria comunidade. Todas as referências estão citadas na página de apresentação.  

A história local pode servir de base de reivindicações. É possível mostrar um valioso trabalho coletivo que ocorreu (ainda ocorre) buscando ter as suas necessidades básicas e fundamentais atendidas (como os serviços urbanos e os serviços ambientais). Não é de hoje o movimento em defesa dos ecossistemas. Também é possivel mostrar a demora do governo municipal em atender as solicitações dos moradores. Contar histórias é uma forma da JSBS contribuir para reforçar a nossa resiliência. 

22 abril, 2016

22 de abril, dia do planeta Terra

Parabéns Jardim Sulacap, obrigado por tudo!


Dia 22 de abril, além de ser o dia de comemorar o “descobrimento do Brasil” também é o dia do Planeta Terra.
O Dia da Terra tem por objetivo criar uma consciência comum aos problemas ambientais, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso planeta.
Afinal, qual parte do planeta você quer, pode salvar e ser feliz?!
Hoje em dia, o bairro está passando por maus momentos. E se ele está com problemas ambientais, significa que os moradores também estão. Para muito de nós, o dever de casa foi esquecido ou minimizado.
Falamos tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os filhos e netos. Porém, alguns moradores agem como promotores de mal-estar no bairro ao escolher, por exemplo, maltratar as árvores e jogar seu lixo de forma inadequada nas ruas e praças.

Muito de nós temos o saudosismo e sonhos idílicos do campo, adoramos florestas e falamos até que moramos num bairro bucólico, mas mostramos aversão de pisar na terra, sufocamos os troncos das árvores com cimento, impedimos a drenagem das águas das chuvas, a aeração do solo e comprometemos a saúde das árvores.
Fazendo tudo isso, sofremos com enchentes, geramos conflitos com vizinhos, facilitamos o surgimento de doenças e, ao mesmo tempo, promovemos crimes, pois lugares “largados” não atraem somente moscas e ratos, mas também marginais; é isso mesmo, bairros maltratados atraem ratos bem maiores e violentos.
No fundo, muitos só querem salvar a própria pele e quando enchem a boca para falar que moram num bairro tranquilo e bucólico é só para autopromover, auto-gratificar, satisfazendo o próprio ego. Assim, damos adeus ao bem-estar comum, que um ambiente saudável é capaz de oferecer.
Vamos lá Sulacapenses! Todos nós já deveríamos estar mostrando cuidado maior com o lugar, agindo como protagonistas para construir um Jardim Sulacap melhor para todos nós
Descubra o seu bairro, descubra a natureza ao seu redor. Para construir vida nova, cada canto do bairro está esperando ações de respeito e amor. Cuidemos todos nós dessa parte do planeta com carinho todos os dias, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.
Parabéns pela sua vida Jardim Sulacap! Obrigado por tudo que tem me dado e pelo que ainda irá me oferecer!

09 abril, 2016

Qualidade do ar e qualidade de vida

O ar puro é basicamente um remédio natural para a saúde. Aliás, dentre vários e essenciais serviços prestados pela natureza está a geração de ar puro que nos sustenta vivos. Caminhar ao ar livre e respirar ar puro garante qualidade de vida e bem-estar.


Segundo especialistas, respirar ar puro e com profundidade é um ponto crucial para obtermos qualidade de vida. Ele proporciona o oxigênio ideal para ser levado a todo o organismo, sobretudo para o sistema nervoso, o cérebro e os demais órgãos, promovendo a qualidade do sono.

Levantamentos
No entanto, usando dados oficiais, o indicador ambiental da JSBS apontou que qualidade do ar está ruim para um grupo de moradores em Jardim Sulacap. Em 2013, 94,12% foi o percentual da qualidade do ar que se manteve boa em relação à concentração de partículas totais em suspensão (PTS). O percentual de concentração de partículas totais em suspensão (poeira, fuligens, pó de cimento, névoas) foi considerado regular com índice de 85 μg/m³.  
Segundo a Resolução do CONAMA 03/90, a concentração entre 0-80 μg/m³ é considerado qualidade do ar boa; entre >80-240 é regular, parte da população sensível à poluição é afetada.
O percentual de concentração de PTS ultrapassou 5 μg/m³ (ou 5,88%) do limite 80μg/m³ considerado de qualidade do ar boa. Ultrapassamos assim o limite capaz do planeta em absorver as partículas e, ao mesmo tempo, isso significa para um grupo de pessoas sensível às emissões de partículas (como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada.
Entretanto, em 2010, o grupo de idosos e crianças era 27,62% da população de 13.060 moradores. Diante de uma ameaça real à saúde e ao bem-estar dos moradores, a melhor opção é prevenir. Não fazer nada para combater as emissões de partículas significa que a qualidade do ar pode ficar inadequada para todos.

A OMS faz algumas recomendações para concentração de partículas suspensas, baseadas em evidências acumuladas sobre os efeitos causados na saúde pela poluição do ar, bem como propõe concentrações intermediárias estabelecidas como metas a serem alcançadas. O ideal, para a OMS, seria 70 μg/m³ para concentração de materiais particulados MP10 e 35 μg/m³ para partículas inaláveis MP2,5. 
A qualidade do ar pode está pior com a obra da Transolímpica e com a exploração de saibro no Catonho. Além disso, a poeira misturada com a poluição dos veículos agrava ainda mais as doenças respiratórias. 

Estratégias para geração de ar puro
Dentre várias estratégias para geração de ar está a divulgação de informações ambientais, o reconhecimento do valor e dos serviços prestados pelas áreas verdes e pela biodiversidade, plantio de árvores adequadas nas ruas, a redução da poluição do ar, a proteção do Parque da Pedra Branca, mobilização de recursos para conservação.

Conclusão
Se quisermos respirar ar puro e com profundidade para obtermos qualidade de vida, será preciso respeitar a capacidade da atmosfera em absorver a poluição (que não é só PTS) que geramos. Temos que proteger, recuperar e conservar a biodiversidade na região.
O Jardim Sulacap tem potencial, pois há espaços (parques, praças, áreas de lazer e de recreação) destinados ao uso coletivo e à promoção de integração social, contribuindo para valorizar a identidade local e despertar – principalmente nos mais novos - os sentimentos de pertencimento.

Acessibilidade e mobilidade urbana

Atributo do meio urbano, a acessibilidade é essencial para todos alcançarem os lugares de forma segura e confortável, sem alguém precisar ser carregado no colo por causa dos obstáculos. Apesar disso, a acessibilidade é precária no bairro.

Calçadas, praças, parques, áreas de lazer e recreação e outros espaços públicos são bens comuns destinados à circulação e a convivência social. O uso dos espaços deve respeitar a garantia da acessibilidade e mobilidade de todas as pessoas, principalmente daquelas com deficiência e dificuldade de locomoção (cf. art. 19 do PDDUS).

Pergunta: Qual é a proporção de moradores deficientes e com mobilidade reduzida tem facilidade de se mover pelo bairro, chegar até o ponto de ônibus ou a padaria da esquina, com ajuda das rampas de acessibilidade?

Resposta: Apenas 0,60% dos moradores moram em casas cujo entorno possui rampas de acessibilidade, como bem aponta o nosso indicador. Ou seja, 99,4% dos moradores moram em domicílios cuja face do logradouro não possui rampas de acessibilidade. 
Por isso, a questão acessibilidade é um dos principais desafios do bairro

A nota terrível pode ser pior, porque no quesito acessibilidade só foi considerado o item rampa de cadeirantes, mas como podemos observar ao longo das principais vias do bairro, como a Estrada Japoré, Av. Albérico Diniz e Marechal Fontenelle, não achamos canteiros rebaixados de acordo o padrão estabelecido pela Norma Brasileira ABNT NBR 9050/2004.

Arborização

Arborizar significa plantar ou guarnecer de árvores em praças, parques, nas calçadas e nas alamedas. As árvores são seres vivos que devem ser respeitados, protegidos, cuidados e não desrespeitados e sofrer maus-tratos. Não são inimigas.
Floresta urbana constitui a soma de todas as árvores de uma bairro, cidades, presente nas ruas. As árvores heroínas da Av. Alberico Diniz é parte que também compõe a floresta urbana do Jardim Sulacap.

As árvores prestam vários e vitais serviços ambientais, tais como: produção de ar puro; captura e armazenagem de carbono; proporcionam sombras; geram beleza visual; amenizam calor; deixam o solo mais permeável; freiam a água da chuva; servem de corredor ecológico para animais e abrigo para várias espécies de fauna e flora; confirmam a identidade do bairro-jardim; valorizam as propriedades ao redor; entre outros benefícios que estão muito além dos custos de implantação e manejo.

Todo o complexo arbóreo de um bairro, quer seja plantado ou natural, compõe a sua área verde. O desmatamento urbano (ou desflorestação) não ocorre somente lá na Amazônia, mas também nas ruas do bairro diante de nossos olhos. 

Planejamento
Se o objetivo real é gerar benefícios ambientais e, como isso, contribuir para qualidade de vida no bairro, o plantio de árvores não deve ser feito de qualquer modo. O plantio em área urbana deve respeitar a recomendação de adotar espécies nativas adequadas a cada rua do bairro.
Para plantar nas ruas, é importante consultar o plano diretor de arborização do Rio de Janeiro.

Levantamentos
Um levantamento de déficit arbóreo, por exemplo, considera que a cada 10 metros deveríamos encontrar uma árvore. Então, numa rua de 300 metros deveríamos encontrar 30 árvores. Desta forma, poderíamos estimar a necessidade de plantio de árvores para o bairro.

Em 2013, 66,36% dos moradores moravam em casas cujo entorno possui arborização. Ou seja, 33,64% dos moradores não eram atendidos com um serviço adequado de arborização urbana ao redor de suas casas (IBEU, 2013).

Um levantamento arbóreo preliminar feito em 2009 pela Comlurb contabilizou 2.652 árvores, variando em 72 espécies. Em 2014, foram pedidos 116 solicitação de remoção de árvores. Para plantio de árvores, apenas duas solicitações foram feitas no mesmo período. Em 2006, o déficit arbóreo era de 2.000 (Prefeitura, 2015).


Espécies
As espécies da Mata Atlântica têm uma infinidade de tipos, portes, funções e velocidades de crescimento, por isso é recomendado apoiar programas de recuperação de áreas degradadas coordenados por organizações locais.
Um mapeamento de todas as árvores do Jardim Sulacap para formar um banco de dados com detalhes de cada árvore, como espécie, características e serviços prestados ao ecossistema, tornaria mais fácil planejar a substituição das espécies.

Responsáveis
Com o objetivo de tornar o bairro mais arborizado, muitos moradores têm o desejo de plantar árvores em áreas públicas, mas segundo a legislação, somente a Prefeitura pode fazer o plantio, poda e remoção. 
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB) é responsável pelas atribuições de conservação, manutenção e reformas de todos os canteiros, praças e parques, bem como as podas de árvores.
Fundação Parques e Jardins (FPJ) é responsável pelo de plantio de árvores e arbustos, além da implantação de praças e parques urbanos, a manutenção e conservação de gradil histórico, chafarizes, monumentos e do tratamento para defesa ou preservação da vegetação (Decreto nº 31.673 de 29/12/2009). A FPJ também é responsável pela administração dos parques municipais urbanos, planejamento, paisagismo, projetos, arborização, além dos atos normativos referentes às questões de praças e parques (conforme Decreto nº 28.981, de 18/12/2008). 

Conclusão
Só colhemos o que plantamos. Se ao longo dos anos retiramos mais árvores do que plantamos, o déficit de árvores está bem maior agora. Assim, é bem provável que também estamos com déficit ecológico, visto que estamos reduzindo áreas verdes. A exploração de saibro no Catonho, por exemplo, está gerando deficit de árvores e, ao mesmo tempo, gera  partículas no ar que podem gerar diversas enfermidades, além de problemas respiratórios e câncer de pulmão e outras doenças, que culmina em infartos e acidente vascular e morte.

Temos como reverter essa situação. Temos espaços para plantar árvores, além de uma sociedade formada por pessoas cada vez mais conscientes do seu verdadeiro papel no Planeta Terra, mais conscientes dos atributos ecológicos, sociais e culturais do Jardim Sulacap, influenciando positivamente as suas escolhas.


Referências 
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO. Plano diretor de arborização urbana do Rio de Janeiro: 2015, p. 117, 122 e 178. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5560381/4146113/PDAUtotal5.pdf

PREFEITURA DE SÃO PAULO. Manual técnico de arborização urbanaDisponível em: https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2015/03/MANUAL-ARBORIZACAO_22-01-15_.pdf

Áreas vazias

Terrenos baldios são ameaças

Área remanescente da Transolímpica, 2016.
Para muitos moradores, terrenos vazios, abandonados ou subutilizados significam focos de doenças do Aedes, pontos de assaltos, de viciados, ilhas de calor, paisagens feias e possibilidades de invasão para moradia, desvalorização dos imóveis, entre outros problemas.
Tudo isso, obviamente, significa perda de qualidade de vida e de bem-estar. Consequentemente, essa situação coloca em risco a perspectiva de desenvolvimento sustentável local.
Agricultura urbana sustentável nos terrenos vazios são respostas rápidas, simples e de baixo custo, resolvendo várias questões que impactam direto ou indiretamente na qualidade de vida dos sulacapenses. 
Boa parte da Praça Quincas Borba era um depósito de lixo e entulho, agora não é mais. Asseguramos a presença de um espaço digno para a população.

Recuperamos e mantemos o local limpo. Demos um destino nobre ao espaço. 


Na Rua Carlos Pontes, a área remanescente da obra Transolímpica também foi transformada. A turma da JSBS, em 2017, implantou a horta.



No fim de 2018, se transfomou no Projeto Hortas Cariocas. Alimentos orgânicos, produção para autoconsumo, geração de renda, redução de risco de invasão. 


08 abril, 2016

Locais naturais/especiais

Consideramos locais naturais e locais especiais do bairro que tenham aspectos naturais relevantes como beleza cênica, natureza preservadas, ou pelo menos razoavelmente preservada, e localização privilegiada. Também aquele lugar que tem aspectos históricos, arquitetônicos e de beleza relevante, que justifiquem a sua divulgação.


Parque da Pedra Branca - Maior Parque urbano do Planeta 
O Parque da Pedra Branca protege o maior trecho de Mata Atlântica do em área urbana do Brasil, com 12.393,84 hectares. Só isso já é suficiente para fazer do parque um lugar muito especial, mas ele é mais do que isso: há vários atrativos para atividades científicas, educativas, recreativas e turísticas.
Dono de uma natureza fascinante, o Jardim Sulacap é um lugar privilegiado. Ele possui 4,1 km2 (52%) do seu território de patrimônio mundial.

Vista do Morro da Caixa D'Água.
O Morro virou sala de aula no Dia do Meio Ambiente, 1993.


A Trilha Transcarioca, que cruza os Morros Valqueire e Caixa D'Água, é um elemento de uso público que serve como ferramenta de conservação do Parque da Pedra Branca.



Aqueduto do Catonho: "Obra do século"
Aqueduto do Catonho é a parte visível da Adutora Veiga Brito ou Túnel do Lacerda, antes Adutora do Guandu, considerada a “obra do século” e tinha como perspectiva abastecer a população até o ano 2000. 


Seu percurso tem aproximadamente 34 Km com partes escondidas e outras expostas, iniciando na Elevatória do Lameirão (Santíssimo), cruzando o Jardim Sulacap e outros bairros, até o Jardim Botânico. A ponte-canal supera os 13,2 Km da Ponte Rio-Niterói e o trecho em Jardim Sulacap foi inaugurado em 1965.
Das três pontes-canais existentes, a maior é a do Catonho, com 246 metros de extensão e um declive de 0,84 metros. Após o Catonho, o aqueduto segue em direção a Praça Seca, indo pelo subterrâneo até o Jardim Botânico. Saber mais

Paisagem do bairro


A Terra é repleta de pedacinhos chamados paisagens. A paisagem do Jardim Sulacap é uma parte única do Planeta Terra.  A paisagem - as ruas residencias tranquilas, as avenidas, os morros ao redor, as florestas, as casas com quintais, os rios cobertos pelas estradas e a erosão gerada pela mineração na Área de Preservação do Morro Cachambi, entre outras coisas - é resultado do uso intencional da natureza e o faz único nesse imenso Planeta.


O bairro tem vocação verde, ecológica e muitos locais interessantes dentro dos seus 786,92 hectares, sendo 410 ha (52%) é área protegida do Parque da Pedra Branca. Possui 16 praças e 66% de cobertura vegetal, abriga uma quantidade significativa de casas com quintais que preservam suas características originais e ruas residencias tranquilas. 




A Avenida-parque Albérico Diniz, a Av. Marechal Fontenelle (a antiga Estrada Real de Santa Cruz), a ponte do Aqueduto do Catonho são elementos marcantes do bairro. 




A paisagem rural na área urbana é um valioso patrimônio para a qualidade de vida e bem-estar das pessoas e deve ser valorizada, protegida e ser usada de modo sustentável. Não podemos mais pensar no bairro apenas como lugar bonitinho para dormir e morar.

Desafios para paisagem:
  • Planejar e executar ações de conservação, recuperação e manutenção dos traços significativos ou característicos da paisagem local. Com o crescimento do bairro sendo incentivado e a visível falta de planejamento, a construção da via expressa Transolímpica e as construções de edifícios trouxeram consequências nada agradáveis. Além de um grande número de árvores derrubadas, a  edificação da via tirou a visibilidade da zona de amortecimento do Parque da Pedra Branca. No terreno remanescente da Rua Carlos Pontes, as partes das antigas casas demolidas deixam um visual nada bonito de se ver. A Praça H má conservada e a invisível e degradada Praça da Rua José Sardinha são outros exemplos de desafios relacionados à paisagem.



  • Garantir a visibilidade dos patrimônios do Jardim Sulacap; 
  • Mediar os diferentes interesses e valores dos grupos sociais que vivenciam e interagem na configuração da paisagem;
  • O homem é o principal agente nas mudanças ocasionadas na Terra. O esforço de planejar a paisagem deve incluir a espécie humana em toda a sua complexidade. A gestão de bairro responsiva deve garantir a participação dos moradores e demais da sociedade como fundamental para proteção da paisagem; 
  • Disciplinar o uso do espaço público pelos setores público e privado, em caráter excepcional, segundo parâmetros legais expressamente discriminados na Lei de Uso e Ocupação do Solo;
  • Fiscalização eficiente sobre as diversas intervenções na paisagem urbana;
  • Realizar ações permanentes de educação ambiental, através da promoção de campanhas de esclarecimento público para a proteção e a valorização da paisagem cidade-campo no Jardim Sulacap. 
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARQUITETOS PAISAGISTAS. Carta Brasileira da Paisagem. Disponível em http://www.fna.org.br/site/uploads/noticias/arquivos/CARTA_BRASILEIRA_DA_PAISAGEM.pdf
BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
RIO DE JANEIRO. Lei Complementar n.º 111 de 1º de fevereiro de 2011. Dispõe sobre a Política Urbana e Ambiental do Município, institui o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Município do Rio de Janeiro e dá outras providências. Disponível em http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/139339/DLFE-229591.pdf/LeiComplementar1112011PlanoDiretor.pdf
 

Bairro Jardim Sulacap é verde por natureza

O Jardim Sulacap é fruto do projeto urbano bairro-jardim.  Por isso, o dimensionamento generoso de vias, os canteiros centrais, o cinturão verde ao redor, as várias praças que buscou unir traços da vida urbana e rural, calçadas, casas com quintais, o prédio multifuncional no centro do bairro e alguns pontos de comércio e serviços em algumas esquinas.



Dos 786,92 hectares de área total, 410,75 ha (52%) é Parque Estadual da Pedra Branca, criado em 1974 para proteger o ambiente, a biodiversidade, conter o desmatamento e oferecer os serviços ambientais à população.

Possui 16 praças com áreas verdes, jardins, canteiros da Av. Albérico Diniz, entre outras áreas verdes.  
Os Morros Valqueire, Cachambi, Caixa D'Água, Catonho e Pedreira ajudam a compor um cinturão verde ao redor do bairro.