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1940 - Bairro-jardim no Sertão dos Afonsos, pensado, poético e visionário

ANOS 40 - O último tasco do Sertão dos Afonsos começa virar o bairro-jardim - o terceiro imã


A cidade estava chegando à zona rural do Sertão dos Afonsos. Até a véspera do início da obra do Jardim Sulacap, as casas rústicas dos pequenos agricultores, as plantações e outras coisas do campo faziam parte da paisagem do lugar.
Família na zona rural dos Afonsos. Fonte: Davi. 
De um lado da Estrada Intendente Magalhães, entre os quilômetros 5 e 6, os quarteis da Aeronáutica e da Polícia Militar. Do outro, o último tasco da zona rural Fazenda dos Afonsos cercado pelo Maciço da Pedra Branca.
No segundo plano, em frente ao Parque da Aeronáutica, as terras da Fazenda dos Afonsos, em 1945. Fonte: http://www.reservaer.com.br/iniciodaFAB/apirantado43-44.html





Urbanismo verde, resiliente e sustentável
Bairro-jardim, lógico, pensado, poético e com infinitas possibilidades das pessoas viverem um novo modo de vida conectado com elas mesmas, com outras pessoas e com os demais da natureza em um ambiente tranquilo que combina área construída e natureza e realizarem práticas comunitárias - o Bem Viver.

A construção do Jardim Sulacap atenderia a demanda urgente de moradias para as pessoas. Em dezembro de 1944, a Sulacap adquiriu das mãos de Raul Miranda Santos parte das terras da Fazenda dos Afonsos. Depois a empresa adquiriu outros terrenos. O projeto inicial abrangia cerca de 600 metros quadrados. 
O Jardim Sulacap nasceu em 25 de janeiro de 1945 com o registro do projeto. Com os projetos de alinhamento números 5.677 e 16.199 em mãos, a empresa Sulacap previa fazer 69 logradouros, sendo 45 ruas, 21 praças, parques e jardins. Ao redor, a paisagem do Maciço da Pedra Branca.
Em abril de 1947, o relatório da Sulacap informava que técnicos renomados fariam surgir um modelo de cidade-jardim na região: 
No Distrito Federal foram estabelecidos os projeto definitivos de urbanização do "Jardim Sulacap" (Campos dos Afonsos), com 6 milhões de m2 e do Jardim da Barra (Itanhangá), com 1 milhão e 200 mil m2, tendo sido tomadas todas as providências para a execução rápida das obras que sob a direção de técnicos renomados farão surgir nesta Capital cidades-jardins modelares.

Em março de 1949, segundo relatório da Sulacap, a obra de urbanização prosseguia normalmente.

No Sertão dos Afonsos, confinado entre a Estrada Intendente Magalhães e os morros do Maciço da Pedra Branca, entre a vida urbana e a vida rural, o novo cosmo, o terceiro imã traria -e trouxe- uma combinação perfeita, um laço que possibilitaria viver a vida urbana com toda a beleza, o frescor da mata, a tranquilidade, a lentidão, a sensação de conforto e outros prazeres do campo, na mais perfeita harmonia.
No Sertão dos Afonsos, começava surgir uma oportunidade real das pessoas viverem um novo modo de vida com lugares propícios para se encontrar, ficar e trocar palavras, se conectar, fazer amizades, brincar, se divertir, curtir a paisagem ao redor e combinar ações de melhorias - o Bem Viver: oportunidades para imaginar outros sonhos futuros.

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