(21)99125-6012

Grupo que dá vida à sustentabilidade.

Não tem mágica, são pessoas trabalhando bem em conjunto.

Imagine o futuro que você quer.

Promova possibilidades positivas.

Cultura local de cuidado.

Movimento em prol de um bairro melhor.

15 março, 2019

Passeios

Aventura
Fonte: Trilhas e Pedais.

Passeio de observação de aves.


Passeio de observação de insetos.

Passeio de observação do pôr do sol.

Vista do Vale do Cachambi. Foto de Jeremias Freitas/Inea. 
Passeio de observação do patrimônio biocultural

Passeio por caminhos históricos.
Vestígios do passado no caminho.

Passeio na horta.

01 março, 2019

Anos 90

1990 – Um Dia do Meio Ambiente para reverenciar a vida

Éramos 9.473 sulacapenses, segundo o IBGE. A banda Legião Urbana lançou a música "Metal Contra as Nuvens" em 1991, que fala de amor, conquista, vitória e honra com críticas escondidas nas entrelinhas. Fala que quase acreditou nas promessas de uma outra pessoa. (O País vivia forte crise econômica, Collor era presidente e confiscou as poupanças dos brasileiros na época). Fala que sabe o que tem que defender e tem os seus valores.

Diante das dificuldades impostas e buscando legitimar uma tomada de posição, o narrador evoca fenômenos da natureza: “Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão”.

Do mesmo modo, um grupo de cariocas sulacapenses também sabia desde muito cedo o que queria defender: o modo de viver tranquilo com a natureza ao redor. 


No Jardim Sulacap, havia um grupo de sulacapenses que tinha consciência e era bastante interessado em manter diariamente um modo de vida conectado com a natureza sem precisar sair do bairro. Reconhecia e valorizava a natureza do entorno, a diversidade das formas de vida e a identidade local por meio da consciência socioambiental.
Assim, colaborava para o fortalecimento dos morros enquanto espaços de vivência e convivência, pois fortalecia o que podemos chamar de nosso - a nossa identidade urbana, rural e paisagística de um território concebido como bairro-jardim.

Em 1991, a Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra surgiu como marco na mobilização para divulgação e proteção do geopatrimônio. 
Em 1992, a Eco-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento) discutiu sobre o modelo de desenvolvimento e suas implicações nos problemas ambientais.

Em 5 de junho de 1993, música, aula de história, aula de geografia, caminhada, humor e reflexão fizeram parte do festejo do Dia Mundial do Meio Ambiente. Os moradores saíram de suas casas e caminharam até ao Morro no Vale do Carioca e aproveitaram também para reivindicar a integração dos Morros Carioca, Engenho Velho, Cachambi, Valqueire e Caixa D’ Água à reserva ecológica do Parque da Pedra Branca.
O ponto de partida foi na Praça Mário Saraiva. Foi um movimento cultural importante porque projetou valores de paz, amizade, alegria por onde passou.
Adultos e crianças cobriram as trilhas de alegria e de mochilas coloridas num clima de “amizade e entusiasmo”.

Rua Mota Maia, grupo entusiasmado indo em direção ao morro. 

O movimento era mais uma festa do que uma marcha de protesto. 

O morro como espaço de aula ao ar livre.

Valia mais o estilo de vida viável para manter a natureza viva, indo além do estilo baseado na reverência ao crescimento de uma economia que mata. Para uma vivência de Bem-Viver, defendíamos a floresta em pé, a mata viva, os bichos da mata e, assim, a nossa própria cultura viva.

Movimento foi destaque no Jornal O Globo Zona Oeste – 5/6/1993.


De "Pacato Cidadão", como diz a música de 1994 do Skank se referindo ao cidadão conformado, esse grupo de sulacapenses não tinha nada. Não se conformou diante das crises e defendeu o Nós. A solidariedade, que é parteira da participação, deu luz a força aglutinadora do grupo.
A partir do diálogo com a diversidade, usando racionalidade para o Bem-Viver e sem deixar ser massa de manobra, sulacapenses solidários participaram da solução de problemas reais e agiram em prol de um Jardim Sulacap pleno, que cultiva a cultura de paz, amizade e respeito.



Referência 
MOURA, Germana Costa. Na trilha pela preservação da natureza. Jornal O Globo, caderno Zona Oeste. Rio de Janeiro, 13/6/1993, p. 1, 12 e 13. 

28 julho, 2018

INCÊNDIOS FLORESTAIS

Queimadas podem contribuir para alagamentos, além de incêndios florestais
Foto: Emilson Moreira/APA do Morro Cachambi

Incêndios florestais frequentes sugerem, entre outros impactos negativos, mais chance de alagamentos por causa de deslizamentos de terras. Além de doenças respiratórias por causa de fumaça, imóveis tendem a se desvalorizar.

Apesar de muitas vezes não se ter certeza sobre a causa (mão do homem ou origem natural), os incêndios frequentes são ameaças que cada vez mais devoram as Áreas de Proteção Ambiental do Valqueire e do Cachambi e a Área de Proteção Integral do Parque da Pedra Branca no Jardim Sulacap.
As queimadas rapidamente se alastram resultando em prejuízos enormes, como:
  • Erosão, perdas de biodiversidade, nascentes secam e a paisagem fica feia;
  • Aumenta a chance de animais invadirem as casas;
  • Sem árvores nas encostas inclinadas, as águas das chuvas podem facilmente arrastar terras para bocas de lobo, bueiros e rios e provocar alagamentos e inundações nas ruas baixas do bairro;
  • Com a fumaça, aumenta chance de doenças respiratórias (como bronquite, asma e renite);
  • Com incêndios e alagamentos, os imóveis tendem a desvalorizar; e
  • Tudo isso compromete a efetividade das áreas protegidas.
Para ajudar a reverter essa triste realidade no bairro, fiscalização mais efetiva, campanha de informação pública, ações de sensibilização, recuperação e uso sustentável das áreas verdes com abordagem inovadora são práticas esperadas.
Ao identificar incêndios nessas áreas, ligue para o Corpo de Bombeiros telefone 193 e/ou para a administração do Parque da Pedra Branca (21) 3347-1786.