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Grupo que dá vida à sustentabilidade.

Não tem mágica, são pessoas trabalhando bem em conjunto.

Imagine o futuro que você quer.

Promova possibilidades positivas.

Cultura local de cuidado.

Movimento em prol de um bairro melhor.

22 maio, 2015

Parque Ecológico Jardim Sulacap


O Jardim Sulacap tem entremeado em sua malha urbana várias áreas verdes (jardins, praças, canteiros) e é rodeado por trilhas e espaços perfeitos para diversas atividades ao ar livre. Abraçado pela floresta do Parque da Pedra Branca, o Jardim Sulacap tem a chance de preservar todos os serviços ambientais que um ambiente saudável é capaz de oferecer gratuitamente. 
Criado em 1974 para proteger o meio ambiente, a biodiversidade, conter desmatamento e manter serviços ambientais para as pessoas, o Parque da Pedra Branca é um grande patrimônio ambiental de todos os cariocas. O pulmão verde do município do Rio. A maior floresta urbana do planeta, pois é um colosso verde de 12.500 hectares. 
O que muitos não sabem é que o bairro tem sido alvo constante de pessoas que buscam por aventura. Mesmo sem infraestrutura, equipamentos e serviços públicos (como guias, guardas florestais). São verdadeiros caçadores de belas imagens e de emoções de vários lugares do Rio de Janeiro.

Pensando nesta demanda e na proteção da natureza, a JSBS apoia a criação de um parque ecológico na Unidade de Conservação do Parque Estadual da Pedra Branca.

O patrimônio natural em Jardim Sulacap abriga corpos d’água (nascentes, riachos), trilhas, plantas e animais silvestres que estão frequentemente ameaçados. A unidade de conservação sofre pressão imobiliária, sofre com as práticas esportivas insustentáveis e desordenadas que geram enormes cicatrizes nos morros, além de sofrer impacto com a obra da Transolímpica.

A instalação de infraestrutura, equipamentos culturais e serviços seria uma forma de cuidar do Parque da Pedra Branca e de oferecer espaços adequados às pessoas, com mais segurança, controle de visitação, locais definidos para não causar impactos negativos à conservação dos atributos que o parque busca proteger. 
Além de ajudar a manter a biodiversidade e serviços úteis como a manutenção e renovação de solo, controle de erosão, produção de ar puro, regulação do clima e outros serviços ambientais gratuitos gerados pela UC Pedra Branca a toda sociedade, poderíamos fomentar uma economia verde na região. O Parque Ecológico Jardim Sulacap estimularia o desenvolvimento econômico com a geração de emprego, renda e inclusão social. 

21 maio, 2015

TUDO COMEÇA COM A GENTE!

Moradores, tudo começa com a gente! Atitudes individuais e coletivas, como respeitar o próximo, cuidar do ambiente, uso consciente e responsável do carro e obediências às leis, são fundamentais. 

Toda ordem social é criada por nós. O agir ou a inércia de cada um contribui para a situação que estamos vivendo hoje. De nada adianta ficar só reclamando e parado por causa dos problemas que ajudamos a criar. Ora, se fomos capazes de criar o caos, podemos também acabar com ele.  
Cada um de nós deve aceitar a responsabilidade pela situação em que vivemos. Somos todos responsáveis pelos morros degradados, pelas nascentes degradadas, pelas calçadas cheias de buracos e de carros, pela ciclovia degradada há anos, pelas árvores sem manutenção, pelo desrespeito aos pedestres e ciclistas.
Podemos mudar os rumos dos acontecimentos. Não quer dizer que será fácil, pois há muita coisa pra fazer. Mas podemos dividir as tarefas e começar agora, juntos, e fazer dias melhores. Daí a importância de quem se preocupa em formar uma pessoa ou uma sociedade sustentável, ensinando os outros a: não agredir os outros, comunicar-se, interagir, decidir em grupo, cuidar de si, cuidar do entorno, valorizar o saber social.

Cada cidadão consciente e responsável transforma o mundo. Cuida de si, do próximo e do planeta onde vive, assumindo que tem nas mãos o seu destino.

Preconceito como no tempo do Engenho dos Afonsos

Por Emilson Moreira

Como no século colonial na região, a família do senhor de engenho João Afonso de Oliveira, casado com Inês de Paredes, sofreu com o preconceito racial, religioso. A família dos Afonsos eram ricos, mas a esposa, filha e muitos dos familiares foram perseguidos e presos pela Inquisição nos anos de 1700 por serem cristãos-novos e mestiçosNessa época, os que andavam a pé pelas ruas eram, em geral, trabalhador braçal, um Zé Ninguém aos olhos vistos do preconceito. Os ricos andavam carregado por burros, cavalos, cadeirinhas conduzidas por escravos. 

Hoje em dia, os pedestres e ciclistas sofrem preconceitos das mãos de uma cultura que adora carro. O acesso aos lugares é dificultado. Muitas pessoas dão mais importância ao carro do que as pessoas. O carro não pode arranhar nem o fluxo pode parar. Na ciclovia compartilhada, pedestres e ciclistas correm risco de serem atropelados pelos motoristas sempre apressados que passam com seus carros em alta velocidade.
Quem anda a pé, de bike ou de ônibus, até que prove ao contrário, é um Zé Ninguém e é vítima do velho preconceito. A arte de se colocar no lugar do outro, de tratar o outro como igual e de obedecer as normas de convívio social é um modismo diz quem não sabe o que é ser sustentável. 

Embora o Código Brasileiro de Trânsito defenda o direito de circulação dos pedestres e ciclistas na ciclovia compartilhada e a prioridade dos pedestres em relação aos ciclistas e destes em relação aos automóveis, muitos motoristas ainda acreditam que os pedestres e ciclistas devem sempre ceder passagem ao carro. Sair de sua frente, sumir, evaporar, liberando o espaço público que lhe é de direito para o carro passar sem empecilho para chegar ao destino. 


Por questões culturais, muitas pessoas não enxergam como problema colocar um simples carro na calçada, acreditam que lugar de andar de bicicleta é só no parque e que às leis, normas, regras de convívio só vale para os outros, ou conforme sua conveniência.


A questão é: precisamos educar, sensibilizar, motivar as pessoas em relação aos temas de igualdade, respeito ao próximo e obediência às regras de convívio, em benefício de uma sociedade sustentável. Precisamos de mais e mais cidadãos conscientes para fazer minguar as atitudes insustentáveis aos dias de hoje nas ruas do bairro Jardim Sulacap.