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29 novembro, 2016

Pavimentação mais segura, sustentável e duradoura



O asfalto é um material incrível, mas é a melhor solução para todos os tipos de vias do Jardim Sulacap? É melhor para quem? E o piso de paralelepípedo?
Paralelepípedo x asfalto. As nossas considerações podem ajudar nas decisões entre os dois tipos de pavimentação, considerando questões de diversas dimensões da sustentabilidade.

  1. Economia: o piso de paralelepípedo (calçamento) é mais barato do que o piso asfáltico. Além de fácil, a manutenção é mais barata e economiza recursos não renováveis (como areia, brita e betume). Se, somente se, está previsto implantação de sistema de coleta de esgoto pela Foz Água 5 por que investir em asfalto se o mesmo será retirado? Não faz sentido asfaltar, por exemplo, as ruas residenciais, porém vale recuperar o piso de paralelo.
  2. Durabilidade: o calçamento dura mais do que o asfalto. Além disso, o escoamento das águas e os alagamentos reduzem o tempo de vida do asfalto. Ruas de pedras podem durar séculos! Por isso, pode acabar com os gastos anuais de operação asfalto liso ou tapa-buraco. 
  3. Segurança: as ruas de pedras são mais seguras para os pedestres, pois o piso irregular restringe a velocidade dos veículos.
  4. Drenagem: as ruas de pedras (sem cimento no rejunte) facilitam a infiltração das águas de chuva, reduzindo o risco de alagamentos. O asfalto impermeabiliza o chão. Para o Jardim Sulacap que tem várias áreas de riscos geológicos nos morros, rios canalizados e retificados e ruas residenciais que sofrem alagamentos, o calçamento aparece como melhor opção. 
  5. Aquecimento local: o asfalto aquece mais do que o calçamento. Se, somente se, o bairro tem como objetivo reduzir as ilhas de calor, promovendo o conforto térmico para as pessoas no meio urbano, o asfalto não é a melhor resposta.
  6. Realidade e identidade local: ruas de paralelo cria um charme local, lembra cidade de interior e, com isso, fortalece a identidade do bairro jardim (estilo campo-cidade), que contrapõem aos modelos de bairros industriais e comerciais. Muitos bairros (pessoas) são vítimas do design industrial e do marketing (dos políticos, por exemplo, em épocas de "atração") que vendem o asfalto como se os bairros fossem todos iguais. Não querem saber se o lugar tem áreas de risco geológico, áreas abaladas pela impermeabilização, alagamentos, ilhas de calor, entre outros problemas. Pouco importa se é bairro residencial, comercial ou industrial. Porém, além de conhecer a realidade local, um projeto de pavimentação sustentável precisa conhecer e respeitar as características do Jardim Sulacap, que não é melhor nem pior, apenas diferente e único. 
Desvantagem da rua de paralelepípedo
As ruas de pedras chacoalham os veículos e ficam escorregadias depois da chuva. O motorista e o motociclista têm que andar devagar, com mais atenção, evitando o desconforto com as trepidações. 

Considerações
Se o Jardim Sulacap tem entre seus desafios a coleta de esgoto, combater o desperdício de recursos, os riscos geológicos, os alagamentos, as ilhas de calor e reduzir risco para pedestres, respeitando a identidade local, o asfalto não é resposta absoluta.
Asfalto é um material incrível, mas não é solução universal, não é sinal de progresso nem significa rumo a um bairro mais humano. O paralelepípedo não é opção obsoleta, pois como visto é resposta para vários problemas atuais.
O asfalto é mais indicado para vias de grande movimento, como a Av. Alberico Diniz, a Rua Fernando Sampaio e via expressa Transolímpica, onde o conforto e a fluidez são itens prioritários. 

Por isso, OPERAÇÃO ASFALTO LISO EU APOIO, MAS NÃO CEGAMENTEEnfim, o bairro é predominante residencial, enfrenta desafios estruturais, ecológicos, ambientais, sociais e culturais, o que faz do paralelepípedo uma opção sustentável adequada para ruas residenciais que, combinado com ciclovia e calçadas permeáveis e arborizadas, pode apontar um novo rumo de pavimentação, contribuindo para criar espaços mais seguros, agradáveis e sustentáveis para as pessoas.

Referências


Planeta sustentável. O asfalto é mesmo a melhor solução?. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/cidades-para-pessoas/2012/11/21/asfalto-um-material-brilhante-mas-uma-solucao-estupida/

Tecpar. Asfalto x Paralelepípedo. Disponível em:  http://www.tecparpavimentos.com.br/secure/textos.php/store/texto/67/asfalto-x-paralelepipedo?SID=Imagenet&id=67

25 novembro, 2016

Sulacapenses em risco – conhecer para agir

Mudanças climáticas e agrofloresta

O mapa e as fotos abaixo mostram áreas sensíveis a acidentes geológicos no bairro. É preciso ampliar o conhecimento das vulnerabilidades do bairro frente às mudanças climáticas globais.
Áreas sensíveis a acidentes geológico-geotécnicos em Jardim Sulacap
As alterações da dinâmica do clima atribuídas à ação humana, mais as obras de urbanização acendem o sinal de alerta sobre o cenário de riscos naturais aos quais estamos expostos.


Ruas alagadas às margens do Rio dos Afonsos antes da obra do BRT.
Se em épocas de chuva forte já alagavam ruas e avenidas, agora ainda com os morros carecas e com mais cimento e asfalto da Transolímpica, além do aumento da canalização e retificação do Rio dos Afonsos, tem-se a preocupação das coisas ficarem pior.


Alagamento de 2010.
Conhecer, portanto, as áreas com alta suscetibilidade a acidentes geológico-geotécnicos do bairro é um passo essencial para adotar medidas mais abrangentes e efetivas de prevenção e redução dos danos às moradias, às atividades e à infraestrutura, bem como o agravamento das condições de vida no bairro.

Diante das mudanças climáticas, além de gerar alimentos, as hortas ou quintais agroflorestais comunitários e familiares aparecem como resposta concreta para recuperar e manter a floresta em pé, proteger o solo, amortecer o impacto da chuva nos morros, minimizar desmoronamento nas áreas de risco a acidentes e não sobrecarregar o sistema de drenagem das ruas, podendo evitar possíveis alagamentos.


Vamos! É preciso que todos apoiem e participem da mobilização da sociedade na luta contra o aquecimento global. Só conhecer não adianta, só reclamar no Whatsapp também não e nem achar que a culpa é do outro. É preciso agir AGORA para não chorar com água até o pescoço depois.
Moradores com água até o pescoço na Rua Capistrano.